terça-feira, 18 de julho de 2017

Cabra macho que se preze precisa rever seus conceitos


Por Marcos Niemeyer
mniemeyer50@hotmail.com


>> Não são apenas as mulheres que tem uma data exclusiva dedicada a elas. Os homens também foram merecedores de algo idêntico  muito embora a "comemoração", no dia 15 de julho, o "Dia do Homem" brasileiro, passe despercebida. 

No aspecto internacional, o "Dia do Homem" é celebrado anualmente em 15 de novembro. Aliás, a data é tão desinteressante quanto o próprio homem modernoso. Há poucos dias, um "especialista" em masculinidades discorreu num programa de TV a respeito das aflições que vira e mexe colocam a figura masculina na berlinda.

O distinto falou, entre outras coisas, sobre a insegurança do macho desses novos tempos, quando o assunto é tentar mostrar-se um "atleta sexual" diante de sua parceira. Conforme observou, aumenta até mesmo entre os mais jovens o uso de Viagra e outros medicamentos do gênero na tentativa de não fazer "feio" sob os lençóis.

Ato contínuo lembrou algo público e notório, principalmente entre os mais jovens que é o hábito do culto ao corpo — uma espécie de doença que domina machos e fêmeas de forma avassaladora. De fato, esse mundão véio foi transformado num gigantesco desfile de formatos, durezas, ondulações e tamanhos, criando uma espécie de competição que desvia a atenção do principal, que é o rendimento sustentado das relações, ou em outras palavras, da simples vontade despojada pelo próximo.

Num encontro com altos níveis de desigualdade de deveres, como é essa eterna proximidade/conjunção carnal, o pavor de falhar toma conta dos miolos e a farmácia da esquina é o caminho mais rápido para manter-se "erecto". Durma-se com um barulho desse!

O cabra macho que se preze precisa encarar seus desejos com mais leveza, se quiser continuar respirando como nos velhos e bons tempos. Deixar de lado o fantasma dos medos, oriundos em sua maioria, pelos excessos do consumismo e pelos formatos midiáticos vigentes.

Quem disse, por exemplo, que pra ser macho e bonito tem que frequentar shopping center e academia, ser musculoso, tatuar até mesmo a própria bunda, andar de carrão do ano com o som em altíssimo volume funk, o tal do "sertanejo universitário" e o carayo a quatro? Uma vida mais simples, despojada de vaidade e consumismo desenfreado (sem falar do péssimo gosto musical) é, como diz o velho provérbio, que nem caldo de galinha: não faz mal a ninguém.

Em vez de ficar inventando moda, o homem modernoso precisa mesmo é amar mais (sem medo de tentar ser feliz), andar de mãos dadas com a namorada, pegá-la no colo, fazer versos e prosas pra ela, mordê-la da cabeça aos pés até a cama quebrar e por que não, lavar  inclusive  as calcinhas da bem-amada? Afrodite morreria de inveja, muito embora o sexo não seja tudo. Amor, cumplicidade e lealdade contam ponto. Às vezes, até mais que uma boa trepada.
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COSMOPOLITA

Um impactante vídeo de 37 segundos postado pelo radialista e promotor de eventos juiz-forano Douglas Polato no Instagram, mostra a Avenida Rio Branco, no centro de Juiz de Fora, numa tomada de cena aérea noturna. Terceira maior via urbana em linha reta do país, com cerca de seis quilômetros de extensão, lembra — guardando as devidas proporções —, a Avenida Paulista, em São Paulo. A grande quantidade de enormes edifícios ao longo da Rio Branco forma uma espécie de paredão, por onde circulam diariamente milhares de pessoas e veículos. Confira:


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