segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Festivais da verdadeira MPB fazem falta



Por Marcos Niemeyer
mniemeyer50@hotmail.com
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Bons tempos musicais quando os sucessos populares eram marcados pela presença de inúmeros festivais promovidos pelas emissoras de rádio, TVs, teatros e movimentos estudantis. Esses eventos revelaram, principalmente na década de 1970, os maiores compositores e intérpretes da música brasileira.

Lamentável que numa nação com uma cultural musical tão expressiva a maioria das pessoas ouça hoje em dia essas caganeiras sonoras com o incentivo da podre mídia. O país carece, entre outras demandas, de ações culturais com o objetivo de erradicar o lixo que os meios de comunicação insistem em chamar de “diversidade cultural”.

Juiz de Fora, por exemplo, sediou entre 1968/1973 cinco grandes festivais de música. Aqui, principalmente no Cine-Theatro Central, vinham nomes do porte de MPB4, Quarteto em Cy, Jair Rodrigues, Elis Regina, Edu Lobo, Chico Buarque, Danilo Caymmi, Geraldo Vandré e tantos outros, sempre com a casa lotada.

Atualmente, figuras de peso da MPB não conseguem mais atrair público numeroso quando se apresentam nesta invernosa cidade. Por outro lado, o tal do “sertanejo universitário” e outras porcarias do gênero, costumam lotar o Parque de Exposição de JF com mais de cinquenta mil pessoas numa só noite e ingresso a 120 reais por cabeça.

Um despropósito, autêntico golpe contra a verdadeira cultura popular. Essa falta de qualidade na música brasileira, infelizmente, parece que está longe de não ter fim Só nos resta garimpar o que ainda é bom, dentre o que surge de novo (raramente) interessante. A arte musical foi destruída pela ganância de seus produtores e com o aval midiático. De fato, quando o assunto é música, quem têm bom gosto e juízo vive mesmo é no passado.
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