quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come


Por Marcos Niemeyer
mniemeyer50@hotmail.com
facebook. mn


>> A tradicional marca de sabão em pó OMO lançou recentemente mirabolante estratégia de marketing exaltando a famigerada “ideologia de gênero”, na qual recomenda aos pais para não mais separarem brinquedos e roupas de meninos e meninas, pois são “coisas do passado”.

“Brincar de casinha é coisa de menina. Andar de skate é coisa de menino. Essas regras parecem coisa do passado, não é? Deixe seu filho brincar livremente!”, anunciava o despropósito. O “Comunicado urgente para pais e mães”, ainda declara a "necessidade" de se “fazer recall de todas as brincadeiras que reforcem clichês sobre gênero” pedindo aos responsáveis que ofereçam carrinhos para meninas e bonecas para meninos.

Após o lançamento do vídeo, a marca passou a ser hostilizada nas redes sociais, atraindo mais críticos do que apoiadores para uma aberração dessa natureza. Com quase meio milhão de acessos no YouTube, o comercial já tem duzentos mil “não curti” e pouco mais de quinze mil curtidas, o que mostra a insatisfação da opinião pública diante dessa violência sem precedentes contra a maioria da população brasileira.

Outro fato constrangedor nesses últimos dias fica por conta da exposição “Faça Você Mesmo Sua Capela Sistina”, que está sendo realizada no Palácio das Artes, em Belo Horizonte. Um verdadeiro atentado à dignidade e ao bom senso. Diversos quadros de Pedro Moraleida, que se suicidou em 1999, aos 22 anos, estão expostos à visitação púbica, incluindo crianças que são levadas por pais ou escolas para contemplar a “arte”.

Nas gravuras, seres humanos praticam sexo até com animais ao lado da cruz, o mais conhecido símbolo religioso do Cristianismo. Numa delas, um homem com o pênis enrijecido ejacula na boca de uma cabra, enquanto um animal em forma de cachorro faz sexo oral num homem barbudo. Se não houver um imediato controle da situação, evitando que tais excessos sejam cometidos em nome da “liberdade de expressão” e da “cultura”, os resultados podem ser catastróficos.

E as esquisitices não param por aí. Atrizes televisivas estão ficando completamente nuas nas redes sociais para protestar contra o que chamam de "censura" ao meio artístico. Outras ficam peladonas sob o argumento de que é para mostrar a "nova bolsa" ou a mais recente "coleção de sapatos".

Uma delas, casada, botou imagem no tal do Instagram sem nenhum pedaço de pano na carcaça. Uma baita falta de respeito com o marido e os filhos, principalmente. Não é sem motivo que a imagem da mulher brasileira anda tão vulgarizada nesses últimos tempos. A verdadeira arte e a cultura não merecem tamanho desprezo.

Censura, não! Mas que a situação anda por carecer de um limite, não resta a menor dúvida. Só não enxerga quem não quer. Quando minha saudosa vovozinha dizia sobre o "fim do mundo", eu não acreditava. Agora, porém, não tenho mais dúvidas.
....

POBRE NÃO TEM VEZ NEM NO CRISTO REDENTOR


Há poucos dias este humílimo aprendiz de escrevinhador tentou pagar o bilhete de acesso ao Trem do Corcovado, no Rio, com um cartão de débito da CEF. As atendentes do guichê fizeram vistas grossas dizendo que “esse tipo de cartão não é aceito aqui”. Sentindo-me discriminado, tirei do embornal o cartão dum banco mais “vistoso”. Sorridentes, então, que nem palhaço no picadeiro, as meninas vociferaram: “Esse sim, nós aceitamos. Seja bem-vindo, Senhor!”
. .
.