sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

A irresponsabilidade de uma empresa chamada SIM

Por Marcos Niemeyer
mniemeyer50@hotmail.com


>> Centenas de usuários da operadora de internet SIM, em Juiz de Fora, estão sem sinal (acreditem!) há cerca de trinta dias em diversos bairros da cidade, o que tem gerado insatisfação por parte dos clientes que estão cancelando o plano contratado e indo em busca de outras empresas que tenham, de fato, responsabilidade diante do serviço oferecido.

Os telefones da SIM (empresa do grupo Band) na cidade não atendem nem com reza braba. Parece que desligaram todos os aparelhos por conta da revolta dos usuários que, caso queiram alguma informação sobre o que está mesmo ocorrendo, são obrigados a ir até a sede da empresa, em Manoel Honório, bairro localizado na área central de JF.

Ato contínuo, funcionários da operadora dizem que o problema foi causado por raio que caiu em seu sistema de distribuição no município e que a empresa não possui a peça de reposição que "custa muito caro, somente é encontrada em Curitiba, no Paraná, e não há previsão de quando o serviço seja normalizado."

A história é surreal e contando ninguém acredita. Mas, infelizmente, são fatos que ocorrem num país onde o descaso até mesmo da iniciativa privada com seu público alvo é algo cada vez mais gritante. E o que é pior: praticamente não temos a quem recorrer, já que o Procon e Juizado de Pequenas causas são lentos ou fazem vistas grossas diante do fato.

No caso em questão, medidas cabíveis deveriam ser tomadas pela Anatel, órgão "responsável" pelo sistema de comunicação no país, incluindo a internet. Acontece que a própria Anatel é conivente com as falhas inaceitáveis cometidas pelas empresas.

Em relação à internet, por exemplo, o órgão diz que as operadoras devem oferecer "no mínimo quarenta por cento da velocidade contratada". Ora, isso não existe em lugar nenhum do mundo. O certo é o cliente receber em seu equipamento a velocidade contratada.

Afinal, está pagando (e caro) pelo acesso mais lento que passo de tartaruga cansada. Pra não dizer quando fica sem nenhum sinal, como está ocorrendo agora com banda CURTA da SIM. Quando alguém compra um quilo de feijão, outro exemplo, o vendedor não pode pesar quatrocentos gramas do produto e cobrar o preço de um quilo.

Além da falta dos devidos investimento no setor por parte de quem o oferece, é que as empresas (por ganância) vendem planos além da capacidade que podem oferecer. Tal desonestidade acaba gerando inúmeros problemas no sistema de distribuição e, consequentemente, deixando a clientela insatisfeita e cada vez mais desacreditada nesses bandidos que, impunes, agem de maneira covarde, sem limites.
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